[[legacy_image_53882]] Um grupo formado por 37 dos 160 conselheiros da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) divulgou uma carta aberta, na última terça-feira (8), para manifestar dissidência em relação ao presidente da instituição, Caio Augusto Silva dos Santos. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O principal motivo para o rompimento é o fato de o responsável pelo comando da entidade ter declarado que tentará a reeleição em novembro, contrariando o compromisso público da chapa vencedora no pleito de 2018, que defendia a alternância no poder. O documento aponta ainda outras promessas não cumpridas pela atual gestão, como a implementação do voto eletrônico por meio de certificado digital e a transmissão on-line e ao vivo das reuniões do Conselho Seccional. O manifesto é assinado por importantes nomes, como a diretora tesoureira da OAB-SP, Raquel Elita Alves Preto, a conselheira federal Daniela Campos Liborio, e a diretora e a secretária-geral adjunta da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP), Thais Helena Cabral Kourrouski e Paula Cristina Fernandes, respectivamente. O grupo dissidente tem a participação de dois nomes de Santos: Thiago Testini De Mello Miller e Sonia Maria Pinto Catarino. “Estamos marcando uma posição para deixar claro que a gente não coaduna com essa atitude de rasgar os compromissos firmados durante o pleito passado. A prática tem demonstrado que a reeleição não ajuda o processo democrático, nem o cumprimento dos mandatos”, afirmou Miller, que preside a Comissão Especial de Direito Marítimo e Portuário da OAB-SP. Sonia citou outras promessas de campanha da chapa que não foram cumpridas e que constam na carta aberta, como o engajamento efetivo da instituição em prol da vedação da criação de novos cursos jurídicos, a redução de valores dos planos de saúdes geridos pela CAASP e a valorização da advocacia negra e da mulher advogada. “Poderíamos ter a votação eletrônica, como ocorrerá em outros estados, por causa da pandemia de covid-19, ainda que em novembro as coisas possam estar melhores. Além disso, Santos e a nossa região foram muito desprezadas pela atual gestão", destacou. A Tribuna pediu um posicionamento da OAB-SP, mas a entidade informou que, por enquanto, não iria se manifestar a respeito do documento formulado pelos conselheiros dissidentes.