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Santos

Polícia Federal vai apurar a causa do grande incêndio em depósito usado pela Receita em Santos

Fogo durou três dias e destruiu instalações; população que mora na área ficou sem luz até a tarde desta quarta (21)

Maurício Martins e Victor Barreto

22 de fevereiro de 2024 às 08:30
A Defesa Civil de Santos vistoriou a área e um galpão vizinho foi interditado por segurança, nenhum outro imóvel foi comprometido, diz o coordenador do órgão, Daniel Onias

A Defesa Civil de Santos vistoriou a área e um galpão vizinho foi interditado por segurança, nenhum outro imóvel foi comprometido, diz o coordenador do órgão, Daniel Onias ( Foto: Alexsander Ferraz/ AT )

A Polícia Federal (PF) instaurou, nesta quarta-feira (21), inquérito e deu início às investigações para apurar as causas do incêndio que destruiu as instalações da empresa de armazenagem Dínamo, no bairro Paquetá, em Santos.

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A PF assumiu o caso porque a empresa, instalada em imóvel entre as ruas João Pessoa e General Câmara, guardava produtos apreendidos pela Receita Federal e que seriam leiloados na próxima semana. Os itens estavam avaliados em R$ 3,2 milhões. Tudo foi perdido.

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“Será realizada a perícia no local do incêndio, por peritos criminais federais do Instituto Nacional de Criminalística (INC), para a determinação das possíveis causas. Os levantamentos preliminares já foram realizados e, assim que a Defesa Civil liberar o local, a perícia será iniciada”, diz a PF, em nota.

[As chamas começaram às 23h40 de domingo (18) rel:noreferrer](https://www.atribuna.com.br/cidades/santos/incendio-de-grandes-proporcoes-atinge-deposito-utilizado-pela-receita-federal-em-santos-video" aria-label="As chamas começaram às 23h40 de domingo (18)" target="_blank) e o Corpo de Bombeiros só encerrou o combate ao fogo no final da tarde desta quarta-feira (21). A empresa não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

A Dínamo diz, em nota, que vem cooperando com os levantamentos que estão sendo realizados pelos órgão envolvidos e que está “auxiliando física e documentalmente com todos os dados necessários para a elucidação dos fatos”.

Na mesma nota, a Dínamo reforça que “todas as cláusulas de guarda (das mercadorias no local) foram fielmente respeitadas”.

Vizinha do local do incêndio, a dona de casa Roseli Maria do Nascimento diz que, por causa da falta de energia, teve de jogar alimentos fora

Vizinha do local do incêndio, a dona de casa Roseli Maria do Nascimento diz que, por causa da falta de energia, teve de jogar alimentos fora ( Foto: Victor Barreto/AT )

Vizinhos

As consequências do incêndio que durou três dias foram sentidas pelo menos até a noite desta quarta por moradores próximos da área afetada pelas chamas, na área central de Santos. Desde o início do combate ao fogo, a vizinhança ficou sem energia elétrica, que precisou ser desligada.

Com a geladeira desligada, a dona de casa Roseli Maria do Nascimento, de 44 anos, precisou jogar no lixo cerca de dez quilos de carne. “Hambúrguer, frango. Ficou tudo podre”, diz ela, que mora na Rua Dr. Cochrane, a poucos metros do local do incêndio.

Também vizinha, a comerciante Sueli Maria de Souza, de 57 anos, improvisou para não perder os alimentos. “Todo dia, meu marido trazia um saco de gelo para colocarmos no freezer”, relata.

Ela não conseguiu, porém, salvar a insulina, medicação que usa para diabetes. “Ninguém avisa nada para a gente. O que pedimos é um pouco de dignidade, um pouco de compreensão”, desabafa.

De acordo com a CPFL Piratininga, a energia elétrica foi desligada por segurança e normalizada no fim da tarde desta quarta.

Desespero

Moradores que vivem ao lado do galpão incendiado relataram momentos de pânico na madrugada de segunda-feira (19). A autônoma Tamires Nascimento, de 26 anos, acordou às pressas e teve de sair de casa. “Foi um susto grande. Achei que iria pegar fogo na minha casa. Peguei minha filha, meus documentos e corri”, relata.

O motorista João Carlos Silveira, de 53 anos, estava chegando de viagem quando viu as chamas. “Não podia nem entrar com o carro aqui. Pensamos que chegaria no nosso apartamento, mas não chegou, graças a Deus”, diz.

Idoso infartou

Ainda que o incêndio não tenha feito vítimas diretamente, um idoso de 79 anos passou mal e teve um infarto após presenciar as chamas. Identificado como Lúcio Zanelli, o homem, que vive na Rua General Câmara, teve de ser socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Vimos aquele fogaréu bem pertinho. Foi um alarme dentro do prédio, todo mundo correndo, todo mundo desesperado”, conta a esposa de Lúcio, a aposentada Severina Batista Correia, de 74 anos. Segundo ela, o homem já vinha enfrentando problemas de saúde e o susto teria desencadeado o infarto.

Ainda segundo a aposentada, Lúcio teve de ser carregado por vizinhos até a ambulância, que o levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, localizada na Vila Mathias. De acordo com a Prefeitura de Santos, o homem segue internado no local, mas informações sobre seu estado de saúde não foram divulgadas.

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